AGNU

A Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) da SiNUS 2017 tem como temática a “Crise dos Refugiados e Políticas de Acolhimento”, dado que nos últimos anos a humanidade tem vivenciado este fenômeno que está entre os principais problemas que atingem a comunidade internacional contemporânea. O enorme fluxo migratório reflete a insuficiência do sistema ONU no que concerne ao deslocamento em massa de pessoas e evidencia a irresponsabilidade dos países desenvolvidos no aprimoramento do sistema de proteção dos direitos humanos. A crise humanitária se mostra multidimensional, pois políticas e mecanismos de garantia dos direitos humanos regrediram de forma profunda, dos conflitos armados à fome, da repressão governamental à negligência dos agentes públicos (ANISTIA INTERNACIONAL, 2015).

Desde sua criação, as Nações Unidas têm em seu escopo o trabalho de proteção e cuidado aos refugiados. Não obstante, o grande contingente populacional deslocado revela a incapacidade do sistema multilateral em conter as mazelas vividas por milhares de pessoas ao redor do globo (ANISTIA INTERNACIONAL, 2015a); (UNHCR, 2016); (OHCHR, 2015). Na última Assembleia Geral das Nações Unidas, o tema dos refugiados foi primazia na agenda dos Estados. Melhores condições de vida e segurança serão debatidos para as pessoas que são forçadas a deixarem seus países. No entanto, para defensores dos direitos humanos e mais especificamente do direito dos refugiados, a reunião apenas se tratou de gestos políticos e não trará mudanças significativas. A política do multilateralismo e da cooperação está longe do ideal dos direitos humanos,

Dessa maneira, a Sinus 2017 tem como objetivo colocar a questão da crise dos refugiados e das políticas de acolhimento no centro do debate, pois a discriminação, os abusos, a violência e o sofrimento são os sintomas de uma doença humanitária para a qual não se pode fechar os olhos. É evidente a necessidade de uma maior cooperação internacional e compromisso dos governos no amparo aos direitos humanos. O abandono dos refugiados pelas principais lideranças mundiais condena milhões e uma mudança de paradigma se faz necessária.

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