Seminário Diálogos

Informações Gerais

A proposta do Diálogos é trazer um projeto de inovação para a SiNUS que promova um espaço em que possam se fazer debates políticos e sociais que não são possíveis de se colocar dentro dos debates dos comitês; trazendo temas que tenham uma ligação com a realidade dos jovens, algo que envolva os alunos, que “toque na ferida”, que fale da realidade, que os engaje e mostre como podem transformar a realidade. 

Neste sentido, o seminário se organizará em 3 eixos temáticos de discussão. O Eixo 1 tratará de branquitude e será conduzido pelas diretoras negras da SiNUS 2017; para o Eixo 2, a proposta será Direitos sexuais e reprodutivos na adolescência, com Adalgisa Borges, especialista em Gênero e Políticas Públicas, Mestranda em Estudos de Desenvolvimento e Secretária-Geral da SiNUS 2009; já no Eixo 3, trataremos de Novas Perspectivas sobre HIV/AIDS, a ser ministrado por Fabiana Mesquita, especialista em mobilização e empoderamento juvenil com ênfase em Saúde, Direitos Humanos, Gênero e HIV/AIDS,  e João Geraldo Neto, criador a Rede Mundial de Pessoas Vivendo e Convivendo com HIV e consultor técnico sobre HIV para a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). 

  • O seminário Diálogos ocorrerá no dia 17 de junho de 2017, quinto dia da SiNUS 2017, das 9h às 11h30;

Instruções de Inscrição

1. O Diálogos está aberto exclusivamente às participantes da SiNUS 2017.

  • Serão disponibilizadas, no máximo, 45 vagas para cada eixo do Diálogos

2. Caso o número de inscritas exceda o numero de vagas, elas serão distribuídas pela seguinte ordem de preferência:

a) Delegadas da SiNUS 2017;

b) Professoras conselheiras da SiNUS 2017;

c) Membros da organização da SiNUS 2017;

3. Para se inscrever, deve-se preencher o formulário abaixo

4. As inscrições estarão abertas até o dia 10 de junho de 2017.

5. Quaisquer dúvidas sobre o Diálogos podem ser sanadas através do email sinus@sinus.org.br

Núcleos

“É mais do que fazer barulho e ver retomar o que é nosso por direito

Por eles continuávamos mudos, quem dirá fazer história, ter livro feito

Entenda que descendemos de África e temos como legado ressaltar a diáspora de um povo oprimido

Queremos mais que reparação histórica, ver os nossos em evidência.

E isso não é um pedido

[…]

Porque mais do que um beat pesado é fazer ecoar na sua mente o legado de Mandume

E no que depender da minha geração, parça, não mais passarão impunes”

Mel Duarte.

Mulher, negra e poeta, vencedora do campeonato mundial de poesia de 2016 e discurso de abertura da 14ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip)

A questão do racismo envolve diversas dimensões estruturais que fazem com que o termo “raça” acabe apenas se associando às pessoas negras e as noções de negritude apenas. Logicamente, em uma população de maioria negra como a sociedade brasileira, temos sim que discutir as lutas da população negra. Entretanto, ainda não se percebe a importância de em uma luta antirracista de questionar a reflexão sobre a branquitude, o que ela é, o que ela implica. Por isso se faz necessário apontar quais os privilégios em ser branco na nossa sociedade e como discutindo essas vivências contribui para pensar formas de desconstrução individual.

Tendo isso em mente, o Diálogos da SiNUS 2017 abrirá espaço para termos este debate e compreendermos juntos a importância de perceber a branquitude como raça, assim como os privilégios que a permeia, e como isso pode trazer impactos para as mudanças na sociedade. Por isso, tomando a frente deste eixo estarão as diretoras negras da SiNUS 2017, as quais ocupam diversos espaços dentro do projeto e ministrarão a conversa pautando sempre pelo diálogo, pela empatia e pelo cuidado.

“Quem quer que você seja, onde quer que você viva, todas as decisões que você faça sobre o seu corpo deveriam ser suas.

Entretanto, por todo o mundo, muitos de nós somos criminalizados por fazer nossas próprias escolhas e muitos outros são impedidos que fazer qualquer escolha.”

– Anistia Internacional,

campanha pelos direitos sexuais e reprodutivos.

Quando falamos de direitos sexuais e reprodutivos (DSR) nos referimos ao direito de mulheres e homens a exercerem sua sexualidade, livres de coerção, discriminação ou violência; a acessarem cuidados e serviços de saúde sexual e reprodutivo de qualidade; a planejarem, de forma segura e informada, sua fecundidade em todos os seus aspectos – se, quando, quantas vezes e como reproduzirem. A realização desses direitos não depende apenas do reconhecimento do direito de escolha de cada um/a sobre seu corpo, estando também condicionada a obstáculos impostos em razão de desigualdades de gênero, raça e classe. Assim, para além de uma visão individualista sobre direitos, a garantia dos DSR depende, por exemplo, da necessidade de garantir o acesso de todos e todas ao sistema de saúde, de forma digna, para obtenção de informações e métodos contraceptivos, bem como passa necessariamente por uma  educação que contribua para o exercício da sexualidade de forma segura e livre de discriminação.

Dessa forma, falar de direitos sexuais e reprodutivos é também falar de justiça social e enfrentamento às desigualdades estruturais. Nessa atividade, vamos utilizar notícias do Brasil e do mundo para trocar ideias sobre direitos sexuais e reprodutivos e justiça social. Para comandar esse debate, convidamos Adagisa Bozi, especialista em Gênero e Políticas Públicas, Mestranda em Estudos de Desenvolvimento, Secretária-Geral da SiNUS 2009, para falar sobre o tema. Ela os convida a trazer suas experiências e inquietações para essa conversa.

Se interessou pelo tema? Para saber mais e se preparar melhor para o debate desse eixo do Diálogos, recomendamos ler as páginas 11 a 24 do texto da Christa Wichterich “Direitos Sexuais e Reprodutivos” que pode ser acessado em: https://br.boell.org/sites/default/files/boll_direitos_sexuais_reprodutivos_1.pdf

“Há anos tem algo que eu não consigo dizer para todos. Há algo que escondo por orientação de alguns médicos, alguns familiares e alguns amigos. Mas hoje sinto, mais que nunca, que esconder é assumir uma culpa e vestir uma vergonha que não me pertencem… Vivo bem e em tratamento para o HIV desde 2010. São anos lidando com esse diagnóstico e todo o estigma que ele carrega… Mas a verdade é que os culpados somos todos nós – por varrermos para baixo do tapete um assunto tão importante e tratá-lo como tabu. A culpa é de todos nós que não conversamos a respeito, que deixamos de lado, que fingimos que é suficiente falar ‘use camisinha’…

Estou aqui inteiro: de corpo e alma, sangue e vírus! Continuo sendo o mesmo Gabriel”

  • Gabriel Estrela

Criador e Coordenador do Projeto Boa Sorte

A questão do HIV/AIDS é ainda uma das discussões mais estigmatizadas dentro de nossas sociedades. Assim, a desinformação da população acerca da situação real da doença e de todas as condições sociais que a influenciam é extrema, o que prejudica todo os processos de prevenção, tratamento, pesquisa e inserção dos portadores na sociedade. Por isso, abrir espaços para uma discussão verdadeira e inclusiva sobre o tema, se faz extremamente necessário. Com esse contexto, iniciativas como o Projeto Boa Sorte e a UNAIDS atuam no Brasil trazendo melhor informação e capacitação na área.

Nesse sentido, o Diálogos da SiNUS 2017 promoverá esse espaço de debate e conhecimento. Para ele, venham de cabeça e corações abertos, com disposição a aprender todo um novo lado e uma nova perspectiva dessa realidade. Para isso, convidamos a Fabiana Mesquita, jornalista, comunicadora social, arte-educadora, especialista em mobilização e empoderamento juvenil com ênfase em Saúde, Direitos Humanos, Gênero e HIV/AIDS, e o João Geraldo Neto, estrategista de marketing e segurança da informação, criador a Rede Mundial de Pessoas Vivendo e Convivendo com HIV e consultor técnico sobre HIV para a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), que ministrarão este eixo do seminário e capacitarão as participantes a se engajarem e conhecerem melhor a realidade do HIV/AIDS.

Se interessou pelo tema? Para saber mais e se preparar melhor para o debate desse eixo do Diálogos, recomendamos acessar a página do Projeto Boa Sorte no facebook e no youtube.